Escolarização de pessoas com surdez – Abordagem Bilíngue
A educação escolar de pessoas com surdez passou por
diversos confrontos no decorrer histórico desse processo fundamentando-se em
três abordagens: a oralista, a comunicação total e o bilinguismo.
A nova Política Nacional de Educação Especial, na
perspectiva inclusiva (2008) surge para propor mudanças no ambiente escolar e
nas práticas sociais afim de promover a participação e aprendizagem dos alunos
com surdez na escola comum.
As propostas educacionais nesse momento precisam ser
revistas, oportunizando formas diferenciadas para novas práticas de ensino e
aprendizagem para as pessoas com surdez.
Refletir essas questões para que a construção da prática
pedagógica seja bilíngue e seja direcionada para o desenvolvimento das
potencialidades das pessoas com surdez, pensando nas potencialidades,
singularidades e diferenças para assim poder compreender melhor cada pessoa.
O Decreto 5.626, de 5 de dezembro de 2005 vem para dar o
direito a pessoa com surdez a uma educação que garanta a sua formação, em que a
Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na
modalidade escrita, constituam línguas de instrução e que o acesso às duas
línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o
desenvolvimento de todo o processo educativo. (segundo
texto Educação
Escolar de pessoas com surdez [1]-
Atendimento Educacional Especializado em Construção – Damázio)
O Atendimento Educacional Especializado para pessoas com
surdez , na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a
compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas,
deve ser um momento de construção e reconstrução de experiências e vivências
conceituais.
No Atendimento Educacional Especializado e na sala comum
devem ocorrer práticas articuladas que estimulem vivências levando a pessoa com
surdez condições significativas de um aprendizado na abordagem bilíngue.
No momento do AEE (atendimento educacional especializado)
é oferecido aos alunos com surdez duas línguas: em Libras e em Língua
Portuguesa.
Conforme Damázio (2007), o AEE envolve três momentos
didático-pedagógicos:
·
Atendimento Educacional
Especializado em Libras
·
Atendimento Educacional
Especializado de Libras
·
Atendimento Educacional
Especializado de Língua Portuguesa.
o
aee em seus três momentos visa oferecer a
esses alunos a oportunidade de demonstrarem se benificiar de ambientes
inclusivos de aprendizagem.
Para que todo esse processo se efetive na escola é
primordial valorizar as diferenças humanas e aprender com o diferente, não pela
diferença que a sua deficiência impõe, mas pela singularidade de sermos
diferentes enquanto condição humana que é intrínseca a cada um. O respeito e o
oferecimento do atendimento educacional especializado para pessoa com surdez é
direito do aluno com surdez e como tal não deve ser questionado, pois é a
aceitação de sua diferença que assegurará a sua aprendizagem. (A educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar –
Abordagem bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez- fasc. 04)